Ronco – Conheça as Causas e Tratamentos

O que é o ronco?

O ronco é um ruído emitido através da vibração dos tecidos da faringe durante a passagem de ar. Pessoas com problemas de obesidade, idosos e mulheres no período pós menopausa possuem mais chances de desencadear o problema, o que não descarta a possibilidade do ronco se desenvolver em outros grupos distintos e, até crianças podem roncar!

Esse transtorno, comumente acontece durante o sono – devido ao relaxamento natural dos músculos da faringe. E, quando alguém apresenta qualquer alteração, no tocante ao funcionamento dessa musculatura, está propenso ao surgimento do ressono. Diante dessas alterações podemos destacar alguns fatores como desencadeante do ronco e classificá-los como fatores de risco. São eles:

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  • Envelhecimento
  • Obesidade
  • Dormir em decúbito dorsal (de barriga para cima)
  • Utilizar medicamentos à base de relaxante muscular que podem relaxar a musculatura da garganta enquanto estiverem em uso
  • Sofrer de alguma doença respiratória como rinites, sinusites, amigdalites e ou adenoides desenvolvidas
  • Apresentar problemas na arcada dentária
  • Sofrer de doença do refluxo gastroesofágico

Vale ressaltar que o ronco pode ser considerado normal quando é discreto e possui um ressonar suave, porém, quando se torna constante e alto o suficiente para incomodar alguém é considerado um transtorno.

Mas não se desespere! O ronco tem tratamento e deve ser realizado focando-se a causa e o grau do problema – algumas vezes, uma simples mudança postural e uma dieta para perda de peso podem solucionar o problema.

Já em casos mais severos o tratamento é mais complexo e pode incluir desde implantes no palato, utilização de aparelhos para auxiliar no processo de respiração e até procedimento cirúrgico para desobstrução das vias aéreas.

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Diagnóstico

É realizado pelo médico especialista em distúrbios do sono – o Neurologista. Durante a consulta deverão ser solicitados exames clínicos e de monitorização do sono, através da Polissonografia, um equipamento eletrônico utilizado para a avaliação da atividade respiratória, muscular e cerebral. Também pode haver encaminhamento para um otorrinolaringologista, para avaliar as condições do nariz e garganta.

Exercícios para minimizar ou acabar com o ronco

Alguns exercícios que podem auxiliar a fortalecer a musculatura da região da faringe ajudando a minimizar a intensidade do ronco.  Para realizar os exercícios é necessário que a boca fique fechada e evite-se mexer o queixo ou qualquer outra parte da face, concentrando-se apenas na língua e no céu da boca. Veja abaixo:

  • Empurre a língua contra o céu da boca e deslize-a para trás forçando o máximo que for possível – faça por 20 vezes.
  • Sugue a ponta da língua e pressione-a contra o céu da boca – mantenha-a assim por cerca de 5 segundos e repita por 20 vezes.
  • Eleve o céu da boca, diga “ah” e contraia-o por 5 segundos e por 20 vezes.
  • Encha uma bola de aniversário com as bochechas contraídas – ao puxar o ar encha a barriga de ar e, ao expelir o ar, contraia a musculatura da garganta.

Esse tipo de tratamento é necessário realizar com frequência e requer um pouco de treino – o ideal é que as atividades sejam feitas sob a supervisão de um Fonoaudiologista para averiguar se estão sendo executadas corretamente.

Complicações

Se não tratado, o ronco pode desencadear interrupções respiratórias durante o sono o que pode gerar uma sobrecarga nos pulmões, além de cansaço extremo durante o dia.  Quando o ronco é intenso pode surgir a apneia do sono – obstrução total ou parcial das vias aéreas superiores que pode suscitar em uma parada respiratória.

Prevenção

Algumas medidas preventivas podem auxiliar no transtorno do ronco:

  • Procurar dormir de decúbito lateral (de lado)
  • Uso de colchões e travesseiros adequados
  • Manter o peso ideal
  • Evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas
  • Manter a pressão sanguínea controlada
  • Praticar atividades físicas

Ao primeiro sinal de ronco, em níveis anormais, é importante estar consciente de que, talvez, algo não esteja funcionando perfeitamente em seu organismo. Portanto, procure um médico para avaliação!

 

 

 

 

 

 

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