A comunicação verbal é o ato de falar e ser entendido por quem ouve – está inteiramente relacionada à palavra e ao entendimento. É preciso que o público entenda o que está sendo dito e, cada palavra, de forma perceptível. Todas as palavras devem ser entendidas claramente para que haja uma perfeita interpretação da fala e da mensagem a ser decodificada.

É imperativo que durante desafios mais complexos como falar, em público, para grandes plateias (com um discurso longo e repleto de vocábulos complicados) – que torna a oratória muito mais difícil de ser realizada, se tenha um cuidado especial para encontrar a dicção certa, para cada palavra, uma vez que a oratória deve ter por objetivo induzir alguém a aceitar uma ideia e, qualquer erro na articulação das palavras pode acabar com as pretensões de persuasão.

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A voz é o principal instrumento de comunicação. E a articulação das palavras se torna ainda mais importante quando o objetivo é persuadir. O locutor precisa ser eloquente para convencer, vender ou apresentar uma ideia.

Proferir um discurso claro, com a dicção perfeita, é sempre meio caminho em direção ao objetivo de influenciar.  Portanto, quanto menos erros e mais clara for a eloquência, mais confiança e segurança serão transmitidas ao público.

Cada palavrinha, erradamente pronunciada, irá funcionar como um alarme que soa estridentemente e arrebata o interlocutor das ideias até então apresentadas.

Mas existem ferramentas e exercícios fonoaudiológicos que auxiliam na batalha contra as palavras erradas, melhorando a impostação de voz e a dicção.

A primeira consiste em relaxar. O relaxamento da voz deve acontecer juntamente com o relaxamento corporal. Quando se está tenso acaba-se utilizando a voz de forma incorreta e aplicando tensão em áreas que não deveria, o reflete negativamente.

Vejamos como relaxar a voz:

  1. Faça uma massagem no couro cabeludo, por alguns minutos, como se estivesse lavando o cabelo.
  2. Deixe os ombros descontraídos e faça movimentos circulares com eles, para frente e para trás
  3. Com as palmas das mãos massageio o rosto, amasse-o e faça movimentos circulares.
  4. Realize movimentos circulares com a cabeça – para ambos os lados de forma suave para não tensionar ao invés de relaxar.
  5. Faça alongamento corporal como se estivesse em uma aula de academia.
  6. Fique na ponta dos pés e levante os braços como se quisesse tocar o teto – alongue o máximo possível e sinta sua musculatura descontrair.
  7. Simule movimentos de chutes para que possa relaxa-las.

Um orador, assim como um atleta precisa aquecer o corpo antes de sair por aí falando como se não houvesse amanhã. O aquecimento da voz prepara as pregas vocais e, também o corpo, que é avisado que aquela região será utilizada a partir daquele momento. Por esta razão ainda que de forma rápida é muito importante que seja realizado um aquecimento das cordas vocais antes da realização de qualquer discurso.

Com o aquecimento obtém-se um maior controle da voz e, consequentemente, uma dicção muito mais proveitosa e com qualidade. Mais além desse quesito algumas pessoas apresentam voz tremula – o que está intimamente ligado ao medo ou insegurança.

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Ficar nervoso ou com medo, quando se começa a falar em público, é mais comum que se possa imaginar. Infelizmente, qualquer resquício de medo ou preocupação é imediatamente refletido na fala, o que causa instabilidade muscular, no diafragma, resultando em uma fala tremula.

Infelizmente não existe uma fórmula mágica para resolver este problema, uma vez que está diretamente relacionado a questões emocionais. A timidez interfere diretamente na respiração que fica desestabilizada e atrapalha a dicção, a projeção e desta forma o discurso como um todo.

É preciso acreditar em si mesmo, ter confiança para falar com convicção e de forma clara. Deixe de lado as coisas que fazem sentir inferior, com baixa-estima como o julgamento de outras pessoas. Seu discurso precisa ser bem articulado, relaxado e com convicção.  Portanto, quanto mais clareza na voz, mais fácil as palavras se fazerem entender.

Algumas dicas extras:

Não fale demasiadamente antes da apresentação. Faça exercícios como o tão conhecido “hummm” – com a boca fechada e o polegar e indicador apoiados sobre as ancas do nariz, faça por aproximadamente 1 minuto e repita por 5 vezes.

Pratique os trava-línguas, brincadeiras repletas de consoantes fortes e repetidas, que devem ser repetidas cada vez mais rápido. Repetir esses exercícios trabalham a musculatura buco-maxilo-facial e, ainda ajudam na articulação da língua. Exemplos:

  • O rato, ratazana, o ratinho, roeram as rútilas roupas e rasgaram as ricas rendas da rainha dona Urraca de Bombarral.
  • Os gêmeos do general Gilberto, gênios em geologia, gesticulavam geralmente junto da gente.
  • Joana, a joaninha, enjoada de jantar jiló, jaca e berinjela; resolveu dar um jeito, foi falar com Juca e pediu sua sugestão. Juca, muito jeitoso, sugeriu ligeirinho: que tal jambo e jabá?
  • Cabelos cobriam corpos cálidos, caídos em catadupas candentes.

Com o auxílio de um pequeno objeto introduzido apenas 1 cm dentro da boca (pode ser um lápis ou caneta), faça uma leitura na seguinte sequência:  em ritmo normal, lento e rápido – de frases diversas, rimas e travas-línguas.

Vibre os lábios intensamente, por aproximadamente 1 minuto. Descanse. Faça 3 repetições.

Treine as seguintes sílabas para uma fala bem desenvolta:

  • Mua – `mué – mue – mui – muó – muo – muu.
  • As – es  – ês – is – os – ôs – us.  (evite a emissão do chiado nas sílabas).
  • Pra – tra – ca – cha – nhá – lha – gua – qua.  Substitua a vogal (a) por todas as restantes (e, i, o, u).

Repita por 3 vezes. Repouse. Faça 3 séries. Com a boca fechada aperte os lábios para dentro. Aperte-os um contra o outro com força por 5 segundos. Em seguida, separe-os rapidamente, mostrando os dentes cerrados por cerca de 5 segundos. Repita a sequência por 3 vezes.

De forma resumida falar bem em público ou com apenas uma pessoa requer – em primeiro lugar, dominar o conteúdo a ser discutido, realizar pesquisas sobre o assunto a ser abordado, ler muito, ter confiança em si mesmo e, consequentemente, segurança na hora de falar – estes são os requisitos fundamentais para uma boa oratória e comunicação.

 

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