Adeus Prisão de Ventre

Geralmente, as pessoas que têm o intestino normal vão ao banheiro, no mínimo, uma vez ao dia e pelo menos cinco dias na semana. A prisão de ventre ocorre quando os movimentos do intestino se tornam menos frequentes e com dificuldades para eliminar as fezes que tem características ressecadas. Por isso, a necessidade de se fazer muito esforço na hora de evacuar – esforço comumente associado a cólicas e desconforto. Se você representa esse quadro é importante estar alerta aos sintomas.

Mas quem nunca sofreu com esse problema? Quase todos nós já sofremos com prisão de ventre alguma vez em nossa vida, e muitas pessoas sofrem frequentemente com ela. Mas, nem sempre a frequência no número de evacuações, de forma isolada, é um referencial confiável para diagnosticar se alguém tem constipação intestinal ou não. Muitas pessoas podem ir ao banheiro diariamente e, ainda assim, sofrer de constipação intestinal, justamente pela dificuldade ao evacuar ou pela sensação de não ter evacuado o suficiente.

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A má alimentação (com pouca fibra e muito amido), pode ser uma das causas da prisão de ventre e, na maioria das vezes, afeta mais mulheres que homens devido aos fatores hormonais de cada um. A falta de hidratação também pode gerar a doença. Efeitos de medicamentos, sedentarismo, estresse, depressão e doenças como ansiedade e a carência no consumo de frutas e verduras também são colaboradores da prisão de ventre.

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Ameixas – frutas ricas em fibras e ótimas para combater a constipação intestinal

Quando alguém sofre de constipação intestinal o espaço entre uma evacuação e outra se torna maior e, com isso, sente-se dores abdominais e inchaços o que pode provocar oscilações de humor.

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Mas não é “apenas” o equilíbrio psicológico que fica comprometido. A prisão de ventre causa, sim, outras doenças – as proctológicas (no reto e no ânus), como hemorroidas, prolapso de mucosa e fissuras.

Causas mais prováveis de prisão de ventre:

  • Pouca ingesta de líquidos.
  • Dieta inadequada, com baixo consumo de fibras e elevado consumo de proteína animal e carboidratos.
  • Sedentarismo.
  • Alterações na rotina diária do indivíduo, como, por exemplo, viagens.
  • Consumo excessivo de leites e derivados.
  • Gravidez.
  • Estresse emocional.
  • Resistir ao impulso de evacuar que pode acontecer em pessoas com hemorroidas ou fissura anal, pois a evacuação é dolorosa, e a pessoa acaba por reter as fezes para evitar a dor.
  • Uso abusivo de laxantes, que a longo prazo, podem enfraquecer a musculatura do intestino.

Para evitar sofrimentos na hora de ir ao banheiro é importante explicar que deve-se evacuar sempre que tiver vontade. Ficar retendo as fezes aumenta o tempo que as mesmas permanecem no intestino, o que favorece a absorção de água do bolo fecal pelo organismo, tornando as fezes cada vez mais ressecadas e duras.

Sintomas:

  • Fezes ressecadas, endurecidas e com pouco volume.
  • Pouca frequência no número de evacuações.
  • Inchaço na região abdominal.
  • Gases.
  • Dores e cólicas ao tentar evacuar.

Diagnóstico da prisão de ventre:

Na maioria dos casos o diagnóstico é feito por meio dos sintomas, o que é suficiente para dispensar a realização de diversos exames como a colonoscopia. Existem vários tratamentos para o controle da prisão de ventre – é necessário procurar um médico para a prescrição ideal e adequada a cada pessoa, pois não existe um tratamento padrão igual para todos – cada organismo reage de uma forma distinta. Vale ressaltar que a prisão de ventre não tratada pode desencadear outros problemas como fissura anal, sangue nas fezes e até câncer no intestino.

Prevenção:

A prevenção da prisão de ventre pode ser feita através de uma alimentação balanceada e com ingestão de pelo menos, dois litros de água por dia. Alguns alimentos ajudam a regularizar o intestino e, por isso, devem ser consumidos diariamente: frutas como mamão, melancia e ameixa são eficientes na prevenção da prisão de ventre.

Uma boa dica é adicionar 1 colher de linhaça, gergelim ou semente de abóbora às refeições.

Deve-se evitar alimentos ricos em carboidratos como batata, macarrão e pão branco. Além de farinhas, banana ou alimentos industrializados enquanto durar o problema.

 

 

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