Acordar com Dor Não Dá – Fora Bruxismo!

O que é Bruxismo?

Bruxismo é o hábito noturno de apertar os dentes e rangê-los. É um movimento involuntário que desgasta os dentes pela pressão de um dente sobre o outro e pela rangedura dos mesmos e, geralmente, acontece enquanto dormimos. E, como consequência, acordamos com a musculatura da mandíbula dolorida e com fortes dores de cabeça. O Bruxismo pode enfraquecer os dentes, desgastá-los e até mesmo soltá-los.

Quando esses sinais acontecem durante o dia, a doença recebe o nome de Briquismo e, nele, acontecem as mesmas consequências do Bruxismo – pois tanto o Bruxismo quanto o Briquismo causam desgaste dental. O Bruxismo diurno é diferente do Bruxismo noturno ou Bruxismo do sono. O Bruxismo diurno (Briquismo) é caracterizado por uma atividade semi-voluntária da mandíbula que consiste em apertar os dentes, isso, enquanto o indivíduo se encontra acordado e, geralmente não ocorre o ranger de dentes, e está relacionado a um tique ou hábito. Já o Bruxismo do sono é uma atividade inconsciente de ranger ou apertar os dentes, com produção de sons, enquanto o indivíduo encontra-se dormindo.

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Vale salientar que há profissionais que não fazem distinção entre Bruxismo noturno e/ou diurno classificando a doença unicamente como Bruxismo, tratando-a de acordo com os sintomas apresentados.

Muitas pessoas que apresentam os sintomas do Bruxismo – ranger e/ou apertar dos dentes, sequer desconfiam que fazem isso durante o sono. Por isso, muitas vezes o Bruxismo é identificado pelo conjugue e, quando diurno também é percebido por outra pessoa. Nessa etapa a pessoa começa a notar desgastes e áreas fraturadas em diversas regiões dos seus dentes. E muitas dessas pessoas chegam a apresentar um superdesenvolvimento nos músculos que envolvem a mastigação – que podem ser notados de forma perceptível na face.

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O Bruxismo provoca dores na musculatura da cabeça, dores de cabeça e dor na região das articulações temporomandibulares (ATMs) – além de acarretar reabsorções e perdas ósseas, que determinarão problemas de mobilidade dental e também de gengiva. Daí, algumas pessoas sofrerem com dores constantes na cabeça e pescoço e se submetem a longos tratamentos médicos sem êxito –  sem no entanto, desconfiarem que essas dores podem ter a sua origem no Bruxismo.

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Causas do Bruxismo:

O Bruxismo não tem uma única causa específica, e o mais comum é encontrar dois ou mais fatores predisponentes atuando em conjunto para desencadear o problema. Fatores neurológicos e hereditários têm sido relacionados. O estresse psicológico e fatores ambientais também podem influenciar em seu aparecimento tanto quanto os fatores neurológicos e hereditários – o fator psicoemocional é um dos mais importantes e pode estar relacionado com emoções distintas. Estudos mostram que pessoas com Bruxismo apresentam níveis mais elevados de depressão, ansiedade e raiva.

Mas o estresse não é a causa do Bruxismo. O que acontece é que muitas pessoas que poderiam passar o resto de suas vidas, de forma assintomática, podem apresentar os sintomas após serem expostas a situações estressantes.

Fatores de risco – confira:

  • Estresse
  • Idade
  • Tipo de personalidade
  • Ter um tipo de personalidade agressiva, competitiva ou hiperativa pode aumentar o risco.
  • Substâncias estimulantes como a nicotina do cigarro, o álcool, a cafeína e as drogas também podem aumentar o risco.
  • O aumento da ansiedade ou do estresse, bem como sensações de raiva e frustração.

Tratamento:

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O objetivo do tratamento é diminuir a dor evitando danos permanentes aos dentes, quando o Bruxismo é grave o suficiente para causar danos físicos. O tratamento do Bruxismo envolve atuação psicológica, controle da ansiedade, reabilitação oral e, geralmente, além de uma abordagem odontológica, farmacológica e suas combinações, levando-se em conta o perfil da pessoa. Mas nem todo Bruxismo precisa de tratamento e o dentista pode sugerir o uso de uma placa de mordida – mole (silicone) ou dura (acrílico), durante a noite feita sob medida, prevenindo o ranger dos dentes.

Para ter certeza, é melhor perguntar ao seu dentista. Somente ele será capaz de lhe dar uma resposta definitiva e recomendar as melhores opções de tratamento.

 

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